Mirko Sarovic não fala inglês e ONU não oferece tradução para bósnio. Representante teve de esperar diante dos microfones para discursar.
O ministro do Comércio Exterior e Relações Econômicas da Bósnia, Mirko Sarovic, passou por uma situação constrangedora ao discursar na plenária das Nações Unidas durante a Rio+20, na noite desta quarta-feira (20).
Sarovic, que não fala inglês, teve que esperar cerca de três minutos para discursar em bósnio, enquanto os tradutores tentavam encontrar versão em inglês do discurso, que havia sido preparada pelos assessores do ministro.
“Isso é devido ao horário, estamos trabalhando há 12 horas sem parar”, desculpou-se o o presidente da mesa. O incidente aconteceu por volta de 22h30, quando Dilma Rousseff, que foi eleita presidente da Rio+20, já tinha deixado a plenária no momento. Sarovic foi o último a discursar na noite.
A plenária da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável tem tradução simultânea para as línguas oficiais da ONU – inglês, francês, espanhol, árabe, russo e mandarim – e para o português. Quem quiser discursar em alguma língua que esteja fora dessa lista, deve apresentar um texto traduzido, como fez Sarovic.
Antes dele, os representantes da Hungria e da Moldávia já tinham feito essa opção, mas o processo funcionou normalmente e não os deixou esperando em frente ao microfone. Houve ainda quem abrisse mão da primeira língua e utilizasse diretamente o inglês, como fizeram os representantes de Mongólia, Geórgia e Cazaquistão, entre outros.
VNews
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Plenário da ONU lembra bagunça na sala de aula
Enquanto Willy Telavi, primeiro-ministro de Tuvalu discursa, diplomatas do México tiram fotos, o adido militar de uma delegação africana desfila como se estivesse passando a tropa em revista, muita gente conversa ou grita ao telefone e, até, há quem fique de costas para o orador. Parece uma sala de aula, mas é o plenário da ONU, onde se realiza a Rio+20, Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável que vai até o dia 22.
Quem assiste ao encontro pela TV não faz ideia da bagunça. Programado para ser o primeiro a discursar, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, não apareceu. Em seu lugar foi escalado o presidente do Tajiquistão. Pediu apoio ao mundo para a criação de um fundo internacional destinado à proteção de geleiras.
Emomali Rahmon foi muito aplaudido ao final de seu discurso, mas um espectador mais atento logo se dá conta que os aplausos são protocolares. Mesmo quem não está prestando atenção aos discursos bate palmas. É a senha para a fila andar e vir o próximo mandatário.
O presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, falou por quase dois minutos quando foi interrompido. A tradução simultânea não estava funcionando. Teve que recomeçar.
Como num show de rock, telões gigantes, nas extremidades do palco, exibem a imagem de quem está discursando. Outras seis telas, de grandes proporções, espalham-se pelo enorme plenário.
Mas pouca gente olha. Flagrei diplomata navegando pelo Facebook, outro vendo um vídeo em seu iPad e um terceiro filmando os colegas, tudo enquanto o primeiro-ministro do Nepal, Baburam Bhattarai, reclamava que “o mundo hoje é mais injusto do que aquele que herdamos”.
Ouvindo a tradução simultânea, fiquei sem saber se foi exagero retórico do presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, ou erro de quem falava em português o anúncio de que o país “aplica o conceito de desenvolvimento sustentável há mais de 2.000 anos”.
Todo chefe de Estado ou de governo tem direito a discursar por cinco minutos. O presidente da mesa da ONU lembra o fato a todo momento, mas ninguém respeita o prazo. A sessão de abertura, programada para ir das 10h às 13h, começou às 10h30 e só terminou às 15h.
Esta foi apenas a primeira sessão. Serão três dias de discursos – e bagunça.
Por Mauricio Stycer
Notícias Bol
Quem assiste ao encontro pela TV não faz ideia da bagunça. Programado para ser o primeiro a discursar, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, não apareceu. Em seu lugar foi escalado o presidente do Tajiquistão. Pediu apoio ao mundo para a criação de um fundo internacional destinado à proteção de geleiras.
Emomali Rahmon foi muito aplaudido ao final de seu discurso, mas um espectador mais atento logo se dá conta que os aplausos são protocolares. Mesmo quem não está prestando atenção aos discursos bate palmas. É a senha para a fila andar e vir o próximo mandatário.
O presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, falou por quase dois minutos quando foi interrompido. A tradução simultânea não estava funcionando. Teve que recomeçar.
Como num show de rock, telões gigantes, nas extremidades do palco, exibem a imagem de quem está discursando. Outras seis telas, de grandes proporções, espalham-se pelo enorme plenário.
Mas pouca gente olha. Flagrei diplomata navegando pelo Facebook, outro vendo um vídeo em seu iPad e um terceiro filmando os colegas, tudo enquanto o primeiro-ministro do Nepal, Baburam Bhattarai, reclamava que “o mundo hoje é mais injusto do que aquele que herdamos”.
Ouvindo a tradução simultânea, fiquei sem saber se foi exagero retórico do presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, ou erro de quem falava em português o anúncio de que o país “aplica o conceito de desenvolvimento sustentável há mais de 2.000 anos”.
Todo chefe de Estado ou de governo tem direito a discursar por cinco minutos. O presidente da mesa da ONU lembra o fato a todo momento, mas ninguém respeita o prazo. A sessão de abertura, programada para ir das 10h às 13h, começou às 10h30 e só terminou às 15h.
Esta foi apenas a primeira sessão. Serão três dias de discursos – e bagunça.
Por Mauricio Stycer
Notícias Bol
Google Translate Misfires on Egypt's Future President
While Egyptians were busy voting for a new president, a glitch in Google Translate’s system accidentally revived the presidency of Hosni Mubarak.
When one typed “I will respect Egypt’s future president” in English, the Arabic translation was, “I will respect President Hosni Mubarak.”
Mubarak, who is reportedly clinging to life on a respirator, will not be Egypt’s future president. But as his military allies assert their power and Egyptian revolutionaries cry “coup,” Mubarak’s online appearance sparked suspicion and disbelief on Twitter and Facebook.
By Kate Woodsome
Voice of America
terça-feira, 19 de junho de 2012
Acusação de que EUA dão armas a rebeldes seria erro de tradutor
DUBAI — Ao defender a venda de armas de seu país para a Síria, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, teria também acusado os Estados Unidos de fornecerem armas a rebeldes, em uma resposta às afirmações da véspera da secretária de Estado americana, Hillary Clinton. Tudo teria passado, no entanto, de um erro de tradução durante uma coletiva de imprensa em Teerã. As autoridades russas costumam culpar “forças estrangeiras”, de forma genérica, por fornecer armamento à oposição síria. As trocas de acusações sobre apoio militar aos dois lados do conflito emergem junto com as primeiras declarações de que a Síria estaria em guerra civil.
O Globo
O Globo
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Cardápio com tradução errada vira piada no Riocentro
No cardápio de sanduíches de um quiosque na Praça de Alimentação do Riocentro, um item chamou a atenção de delegados e participantes da Rio+20. Ao ser traduzido para o inglês, o sanduíche de pasta de frango se transformou em "chicken suitcase sandwich".
"Suitcase", em inglês, é pasta, mas daquelas que se usa para carregar documentos, laptop, e outros pertences. Ao perceber que o cardápio, afixado na porta, estava sendo muito fotografado, os administradores do quiosque perceberam o erro e o corrigiram. Um papelzinho foi colado sobre "suitcase", com a palavra "dip".
Folha.com
"Suitcase", em inglês, é pasta, mas daquelas que se usa para carregar documentos, laptop, e outros pertences. Ao perceber que o cardápio, afixado na porta, estava sendo muito fotografado, os administradores do quiosque perceberam o erro e o corrigiram. Um papelzinho foi colado sobre "suitcase", com a palavra "dip".
Folha.com
sexta-feira, 16 de março de 2012
Embratur promete revisar erros de tradução no seu site
O colunista do iG, Seth Kugel, apontou nesta quinta-feira uma série de erros na versão em inglês do portal braziltour.com, produzido pela Embratur, autarquia do Ministério do Turismo para a promoção e marketing do turismo no País. O site, no ar desde fevereiro de 2011, tem erros que tornam difícil a compreensão do conteúdo por nativos de língua inglesa.
Questionada sobre os problemas apontados no site, a Embratur, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que estes erros de tradução já tinham sido identificados. E, segundo o órgão, a empresa licenciada para produzir o site, a Agência Click, já teria sido informada.
A Embratur afirma que a empresa prestadora de serviço irá trocar seus tradutores e revisar todo o conteúdo do site. Os erros apontados por Seth Kugel serão corrigidos imediatamente. Ainda segundo o órgão, o site será todo reformulado e uma nova versão deverá ser lançada no início do segundo semestre.
Leia o original
Questionada sobre os problemas apontados no site, a Embratur, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que estes erros de tradução já tinham sido identificados. E, segundo o órgão, a empresa licenciada para produzir o site, a Agência Click, já teria sido informada.
A Embratur afirma que a empresa prestadora de serviço irá trocar seus tradutores e revisar todo o conteúdo do site. Os erros apontados por Seth Kugel serão corrigidos imediatamente. Ainda segundo o órgão, o site será todo reformulado e uma nova versão deverá ser lançada no início do segundo semestre.
Leia o original
Para inglês entender
Seth Kugel - IG
Há 15 dias, o secretário geral da Fifa, Jerome Valcke, reclamou – de forma não muito diplomática – que o Brasil estava bem atrasado nos preparativos para a Copa do Mundo. Eu não sei falar se Brasil está realmente tão fora dos prazos para a construção dos estádios e da infraestrutura quanto diz o Sr. Valcke, ou se está no caminho certo, como diz o governo. Mas posso dizer, com certeza, que o Brasil – e mais especificamente a Embratur, agência oficial de promoção e marketing do turismo no País – está bem atrasada em outra coisa: o inglês.
Na semana passada, escrevi sobre o profissionalismo dos representantes da Embratur na feira de turismo New York Times Travel Show. Agora, vem a parte chata: a versão virtual, braziltour.com, é muito ruim. No site, que todo o mundo vê como primeira opção quando busca por “visit Brazil” ou “Brazil tourism” no Google, a informação está apresentada em um inglês tão pobre que em muitos casos nem dá para entender o que se quer dizer. Incluindo a primeira página (home).
Versão em inglês do site de turismo do Brasil (braziltour.com) é de difícil compreensão para estrangeiros
A Embratur obviamente fez um esforço grande, porque o site é bonito e lotado de fatos, informações e vídeos. Posso até dizer que a versão em português é muito legal. Mas é fato que a versão em inglês é a que importa, porque serve não só os cidadãos dos aproximadamente 60 países do mundo onde o inglês é o idioma oficial ou predominante, mas também outros países como Japão, China e Rússia, que não contam com versões nos idiomas deles.
O site existe também em espanhol, francês, italiano e alemão, mas eu não sei avaliá-los. O que posso dizer é que o inglês é péssimo. Não péssimo tipo “Você visitar Brasil. Brasil ser muita bonita.” Isso é errado, mas pelo menos dá para entender.
Vamos para alguns exemplos. As primeiras mensagens que aparecem são:
“Brazil has scheduled its stars to the 2014 World Cup” e depois “Click here and get to know our Cities Selection”.
Li as duas frases pelo menos 20 vezes sem consegui entender nenhuma das duas. Será que o primeiro significa “As estrelas da seleção brasileira vão estar presente na Copa do Mundo”, pensava. Ou talvez “As estrelas do céu estão alinhadas para a Copa ser maravilhosa”?
A segunda parte também foi difícil. “Cities Selection” significa o quê? Deve ter algo a ver com as cidades que vão receber a Copa, mas o quê exatamente? Fiquei perplexo.
O que você entende por: “Brazil has scheduled its stars to the 2014 World Cup”, “Click here and get to know our Cities Selection”?
Para resolver, fui para a versão em português. Ah, “as estrelas” = “os craques”, e os craques, neste caso, são as cidades hospedeiras. Embratur, me permite?
“Brazil has recruited its biggest stars for the 2014 World Cup…”
“Its host cities! Click here to learn all about them.”
O problema é fácil diagnosticar. Já vi em muitos outros sites de empresas brasileiras, sem falar de cardápios em restaurantes e placas nos hotéis. Os que fazem as traduções de português para inglês são brasileiros.
Funciona assim. Para traduzir do inglês para o português, se deve usar brasileiros (ou portugueses, angolanos etc) bilíngues. Para traduzir do português para o inglês, precisa de tradutores bilíngues, que foram criados e educados em inglês. Não quem estudou inglês na faculdade e fez mestrado em Londres. Ou seja, precisa de ingleses, canadenses, norte-americanos, australianos, tanto faz. Podem existir algumas exceções extraordinárias à regra, tradutores brasileiros que conseguem verter profissionalmente para o inglês? Pode. Mas são poucos, caros e claramente não são contratados pela Embratur.
Eu tenho um amigo norte-americano tão fluente em alemão que grandes editoras o contratam para traduzir os best-sellers alemães para o inglês. Já ganhou prêmios por seu trabalho. Mas ele absolutamente se recusa a fazer traduções do inglês para o alemão. Porque sabe que vai ter erros.
(Ah, e claro, eu escrevo esta coluna no meu português imperfeito. Mas não publico nada antes de tê-la revisada e corrigida pela minha editora brasileira. Se quiser ver meu português na versão original, tem que me seguir pelo Twitter no @tuitesdo7.)
Voltando para o site…
O turista que clica sobre “Selection Cities” chega a outra tela. Aparece uma frase: “A cities’ schedule ready to start playing”.
“Humanity Cultural Heritages in Brazil” ou “World Heritage Site”
Tenho mais de três décadas de experiência em ler o inglês, mas ainda assim não consegui decifrar esse contrassenso. Procurei na versão em português: “Uma seleção de cidades pronta para entrar em campo”. Gente, speak serious. Nada a ver. Embratur, tome nota: “A great team of cities, ready to take the field”.
Daí dá para “conhecer” as cidades em fatos, fotos e vídeos. Cada qual com erros que variam de ruins a desastrosos. Um vídeo sobre Natal mostra o que parece ser de uma dança tradicional, com a legenda: “Plentiful cultural demonstration”. Sentido? Nenhum. Parecem palavras escolhidas aleatoriamente e colocadas juntas ao acaso.
Mas os erros mais graves ficam na página principal. Se o visitante potencial rola a tela para baixo, quase todas as outras opções têm erros também. (Uma exceção: “Golf” está traduzido corretamente como “Golf”) Mas tem uma que é imperdoável. A tradução de “Patrimônios Culturais da Humanidade no Brasil” é: “Humanity Cultural Heritages in Brazil”.
Desculpe a repetição, mas não faz sentido nenhum. Para quem não sabe, o status de “Patrimônio da Humanidade” é decidido pela UNESCO, agência da ONU. A Embratur sabe disso. Assim que encontrar a tradução correta é muito fácil. Basta ir à página do Wikipédia em português e dar um click em “English”, na coluna de “outras línguas”, do lado esquerdo. Aparecerá a mesma página do Wikipédia, em inglês. Resultado: “World Heritage Site”. Ou faça uma pesquisa por “UNESCO” no Google.com, em inglês. Saem imediatamente duas opções: “World Heritage” e “World Heritage List”.
Trancoso é um lugar ideal para fugir dos refrigerantes e outras bebidas gasosas da cidade?
Felizmente, alguns erros são mais engraçados do que deprimentes. É só ir na página de Trancoso. A descrição do lugar em português é a seguinte:
“Trancoso é um povoado localizado no sul do Estado da Bahia, é hoje um lugar ideal para fugir da agitação e estresse da cidade.”
E em inglês: “Trancoso is a town on the south region of Bahia. It is now the ideal site to runaway from the effervescence and stress of the city”.
A tradução possui pelo menos cinco erros. Mas é o quinto o mais hilário. Como “agitação” chegou a ser “effervescence”, não sei dizer. “Effervescence”, em inglês, significa “o ato de bolhas de gás escaparem de um líquido”.
Ou seja, Trancoso é um lugar ideal para fugir dos refrigerantes e outras bebidas gasosas da cidade. Notem bem, gringos: se vocês gostam da Coca Zero ou da água com gás, melhor escolher outro destino.
Obviamente, ninguém vai desistir de Trancoso por um erro de vocabulário. Mas desistir de um país porque não tem informação legível em seu site oficial? Com tantos outros países de olho nos bilhões de dólares do turista internacional? Isso não só é possível, é provável
Leia na íntegra
Há 15 dias, o secretário geral da Fifa, Jerome Valcke, reclamou – de forma não muito diplomática – que o Brasil estava bem atrasado nos preparativos para a Copa do Mundo. Eu não sei falar se Brasil está realmente tão fora dos prazos para a construção dos estádios e da infraestrutura quanto diz o Sr. Valcke, ou se está no caminho certo, como diz o governo. Mas posso dizer, com certeza, que o Brasil – e mais especificamente a Embratur, agência oficial de promoção e marketing do turismo no País – está bem atrasada em outra coisa: o inglês.
Na semana passada, escrevi sobre o profissionalismo dos representantes da Embratur na feira de turismo New York Times Travel Show. Agora, vem a parte chata: a versão virtual, braziltour.com, é muito ruim. No site, que todo o mundo vê como primeira opção quando busca por “visit Brazil” ou “Brazil tourism” no Google, a informação está apresentada em um inglês tão pobre que em muitos casos nem dá para entender o que se quer dizer. Incluindo a primeira página (home).
Versão em inglês do site de turismo do Brasil (braziltour.com) é de difícil compreensão para estrangeiros
A Embratur obviamente fez um esforço grande, porque o site é bonito e lotado de fatos, informações e vídeos. Posso até dizer que a versão em português é muito legal. Mas é fato que a versão em inglês é a que importa, porque serve não só os cidadãos dos aproximadamente 60 países do mundo onde o inglês é o idioma oficial ou predominante, mas também outros países como Japão, China e Rússia, que não contam com versões nos idiomas deles.
O site existe também em espanhol, francês, italiano e alemão, mas eu não sei avaliá-los. O que posso dizer é que o inglês é péssimo. Não péssimo tipo “Você visitar Brasil. Brasil ser muita bonita.” Isso é errado, mas pelo menos dá para entender.
Vamos para alguns exemplos. As primeiras mensagens que aparecem são:
“Brazil has scheduled its stars to the 2014 World Cup” e depois “Click here and get to know our Cities Selection”.
Li as duas frases pelo menos 20 vezes sem consegui entender nenhuma das duas. Será que o primeiro significa “As estrelas da seleção brasileira vão estar presente na Copa do Mundo”, pensava. Ou talvez “As estrelas do céu estão alinhadas para a Copa ser maravilhosa”?
A segunda parte também foi difícil. “Cities Selection” significa o quê? Deve ter algo a ver com as cidades que vão receber a Copa, mas o quê exatamente? Fiquei perplexo.
O que você entende por: “Brazil has scheduled its stars to the 2014 World Cup”, “Click here and get to know our Cities Selection”?
Para resolver, fui para a versão em português. Ah, “as estrelas” = “os craques”, e os craques, neste caso, são as cidades hospedeiras. Embratur, me permite?
“Brazil has recruited its biggest stars for the 2014 World Cup…”
“Its host cities! Click here to learn all about them.”
O problema é fácil diagnosticar. Já vi em muitos outros sites de empresas brasileiras, sem falar de cardápios em restaurantes e placas nos hotéis. Os que fazem as traduções de português para inglês são brasileiros.
Funciona assim. Para traduzir do inglês para o português, se deve usar brasileiros (ou portugueses, angolanos etc) bilíngues. Para traduzir do português para o inglês, precisa de tradutores bilíngues, que foram criados e educados em inglês. Não quem estudou inglês na faculdade e fez mestrado em Londres. Ou seja, precisa de ingleses, canadenses, norte-americanos, australianos, tanto faz. Podem existir algumas exceções extraordinárias à regra, tradutores brasileiros que conseguem verter profissionalmente para o inglês? Pode. Mas são poucos, caros e claramente não são contratados pela Embratur.
Eu tenho um amigo norte-americano tão fluente em alemão que grandes editoras o contratam para traduzir os best-sellers alemães para o inglês. Já ganhou prêmios por seu trabalho. Mas ele absolutamente se recusa a fazer traduções do inglês para o alemão. Porque sabe que vai ter erros.
(Ah, e claro, eu escrevo esta coluna no meu português imperfeito. Mas não publico nada antes de tê-la revisada e corrigida pela minha editora brasileira. Se quiser ver meu português na versão original, tem que me seguir pelo Twitter no @tuitesdo7.)
Voltando para o site…
O turista que clica sobre “Selection Cities” chega a outra tela. Aparece uma frase: “A cities’ schedule ready to start playing”.
“Humanity Cultural Heritages in Brazil” ou “World Heritage Site”
Tenho mais de três décadas de experiência em ler o inglês, mas ainda assim não consegui decifrar esse contrassenso. Procurei na versão em português: “Uma seleção de cidades pronta para entrar em campo”. Gente, speak serious. Nada a ver. Embratur, tome nota: “A great team of cities, ready to take the field”.
Daí dá para “conhecer” as cidades em fatos, fotos e vídeos. Cada qual com erros que variam de ruins a desastrosos. Um vídeo sobre Natal mostra o que parece ser de uma dança tradicional, com a legenda: “Plentiful cultural demonstration”. Sentido? Nenhum. Parecem palavras escolhidas aleatoriamente e colocadas juntas ao acaso.
Mas os erros mais graves ficam na página principal. Se o visitante potencial rola a tela para baixo, quase todas as outras opções têm erros também. (Uma exceção: “Golf” está traduzido corretamente como “Golf”) Mas tem uma que é imperdoável. A tradução de “Patrimônios Culturais da Humanidade no Brasil” é: “Humanity Cultural Heritages in Brazil”.
Desculpe a repetição, mas não faz sentido nenhum. Para quem não sabe, o status de “Patrimônio da Humanidade” é decidido pela UNESCO, agência da ONU. A Embratur sabe disso. Assim que encontrar a tradução correta é muito fácil. Basta ir à página do Wikipédia em português e dar um click em “English”, na coluna de “outras línguas”, do lado esquerdo. Aparecerá a mesma página do Wikipédia, em inglês. Resultado: “World Heritage Site”. Ou faça uma pesquisa por “UNESCO” no Google.com, em inglês. Saem imediatamente duas opções: “World Heritage” e “World Heritage List”.
Trancoso é um lugar ideal para fugir dos refrigerantes e outras bebidas gasosas da cidade?
Felizmente, alguns erros são mais engraçados do que deprimentes. É só ir na página de Trancoso. A descrição do lugar em português é a seguinte:
“Trancoso é um povoado localizado no sul do Estado da Bahia, é hoje um lugar ideal para fugir da agitação e estresse da cidade.”
E em inglês: “Trancoso is a town on the south region of Bahia. It is now the ideal site to runaway from the effervescence and stress of the city”.
A tradução possui pelo menos cinco erros. Mas é o quinto o mais hilário. Como “agitação” chegou a ser “effervescence”, não sei dizer. “Effervescence”, em inglês, significa “o ato de bolhas de gás escaparem de um líquido”.
Ou seja, Trancoso é um lugar ideal para fugir dos refrigerantes e outras bebidas gasosas da cidade. Notem bem, gringos: se vocês gostam da Coca Zero ou da água com gás, melhor escolher outro destino.
Obviamente, ninguém vai desistir de Trancoso por um erro de vocabulário. Mas desistir de um país porque não tem informação legível em seu site oficial? Com tantos outros países de olho nos bilhões de dólares do turista internacional? Isso não só é possível, é provável
Leia na íntegra
terça-feira, 6 de março de 2012
Tradutores mais que traidores
Uma das obrigações mais agradáveis da função de jornalista é a de ler muito e acompanhar de perto os lançamentos de livros, selecionando os bons dos maus lançamentos. O prazer, no entanto, pode facilmente se transformar em tortura, já que os maus títulos sempre superam numericamente os bons. Nós setoristas de cultura somos obrigados a lidar com obras esotéricas, romances para moças (hoje chamados de chick-lit), suspenses de quinta disfarçados de inteligência (os smart-thrillers) e biografias pretensiosas, cujo autor parece desejar loucamente ofuscar o biografado. Aproveitamos menos de 5% do total estimado de 20 mil títulos lançados anualmente no país.
O primeiro aspecto que chama atenção está na abundância de falhas de revisão ortográfica. São aqueles erros que atrapalham a leitura, desviam a atenção e, pior, fazem a gente duvidar da qualidade do conteúdo do que está lendo. Erros tipográficos, como se dizia antigamente, já deveriam ter sido eliminados de nossas vidas. Em revistas e jornais, cometem-se muitas dessas falhas, e é uma luta cotidiana para tentar banir esses monstrengos que rebaixam qualquer texto. Quando se trata de livros, porém, essa questão já deveria ter sido ultrapassada. Com revisores competentes e corretores de texto de última geração, é possível detectar os erros. Claro que seria necessário algum tempo para o trabalho ser realizado. Esse tempo parece ter acabado.Como leitor profissional, tenho vivido momentos de horror crescente ao me deparar com traduções literárias, aquelas que deveriam merecer um pouco mais de cuidado por parte dos encarregados do texto vernáculo. Para não ferir egos, é melhor não citar quem e que obras foram vertidas. Afinal, os problemas são recorrentes em boa parte dos títulos literários. Eles são de três ordens: técnica, educacional e cultural.
Ora, dentro dessa tortura mora outra ainda mais cruel: a oferecida pelas traduções de obras estrangeiras para o português do Brasil. É cada vez menos raro encontrar traduções de baixa qualidade de obras importantes lançadas por grandes editoras brasileiras. O problema se dissemina por toda parte, do setor de didáticos e paradidáticos ao dos best-sellers e grandes obras literárias. Ninguém escapa da má tradução. A grande vítima é o leitor, prejudicado sem saber, mesmo porque não tem obrigação de julgar uma tradução.
O primeiro aspecto que chama atenção está na abundância de falhas de revisão ortográfica. São aqueles erros que atrapalham a leitura, desviam a atenção e, pior, fazem a gente duvidar da qualidade do conteúdo do que está lendo. Erros tipográficos, como se dizia antigamente, já deveriam ter sido eliminados de nossas vidas. Em revistas e jornais, cometem-se muitas dessas falhas, e é uma luta cotidiana para tentar banir esses monstrengos que rebaixam qualquer texto. Quando se trata de livros, porém, essa questão já deveria ter sido ultrapassada. Com revisores competentes e corretores de texto de última geração, é possível detectar os erros. Claro que seria necessário algum tempo para o trabalho ser realizado. Esse tempo parece ter acabado.Como leitor profissional, tenho vivido momentos de horror crescente ao me deparar com traduções literárias, aquelas que deveriam merecer um pouco mais de cuidado por parte dos encarregados do texto vernáculo. Para não ferir egos, é melhor não citar quem e que obras foram vertidas. Afinal, os problemas são recorrentes em boa parte dos títulos literários. Eles são de três ordens: técnica, educacional e cultural.
Os erros de português são mais frequentes do que os de ortografia. Concordância, regência e sintaxe são massacradas impiedosamente, tudo em nome de vultos literários conhecidos. Ler um clássico dessa forma conspurcado irrita e muitas vezes ultraja o leitor. O tradutor atua aqui não como um traidor (de acordo com a expressão italiana clássica dada à profissão: “Traduttore, Tradittore” - tradutor, traidor), e sim como um genuíno usurpador dos tesouros da literatura. Com um mínimo de conhecimento, qualquer um percebe que oportunistas quase analfabetos se encarregam de tarefas para as quais obviamente não têm competência.
Ainda mais graves são as ocorrências de equívocos que demonstram a falta de cultura daqueles que estão fazendo tradução. Eles produzem versões desprovidas de coerência do enunciado e coesão entre as diversas partes de um texto. Isso indica que falta pensamento lógico básico em muitos tradutores. Eles usam barbarismos imundos e contaminam o idioma. Como se não bastasse, desconsideram que a tradução também deve envolver conhecimento da parte do tradutor em relação ao contexto do idioma que ele está vertendo. Em um romance que li recentemente, traduzido do espanhol, o teatro São Carlos de Lisboa está grafado “San Carlos”, como se fosse um teatro espanhol, e a região da Saxônia aparece como “Sajonia”. E assim por diante, derrapadas desse tipo desqualificam a tradução como um todo, pois evidenciam a falta de preparo e de conhecimento que o tradutor possui do assunto. É interessante que essas traduções parecem subestimar a inteligência do consumidor, como se ele não fosse capaz de distinguir o ruim do pior.
Tenho quase certeza que esses indivíduos que se dizem tradutores fazem questão de assinar seu trabalho nas páginas de rosto dos livros lançam mão dos mais pérfidos recursos para completar suas tarefas. Já li muito livro cuja tradução em português parece ter sido produzida no Google Translator.
Até aqui descrevi a situação. Chega a hora de perguntar por que todos esses erros, equívocos e bandalheiras ocorrem. Dois motivos me ocorrem de imediato: o fenômeno da vulgarização das traduções, que reflete o avanço do mercado, e a indigência cultural brasileira, que não prepara adequadamente profissionais de tradução, ou, pelo menos, desconsidera os profissionais da área e remunera mal tradutores arrivistas ou mesmo amadores.
Vamos ao primeiro motivo. Como tudo no mundo, livros não consistem em entidades perfeitas. E eles se tornam cada vez mais precários à medida que o mercado impõe uma alta velocidade de lançamentos. O mercado brasileiro de livros cresce 8% ao ano. Além disso, os livros já estão livres do papel, e chegam agora até nós no formato digital de e-books. Havia um respeito talvez exagerado pelo texto impresso em papel. Hoje o papel não passa de um subproduto do texto digitalizado. O papel traz matéria a um bem imaterial chamado texto. A dessacralização do objeto livro deixa os salteadores à vontade para fazer o que bem entenderem com as obras alheias.
O segundo motivo afeta a profissão do tradutor. A alta frequência de inexatidões acaba por prejudicar a minoria de excelentes tradutores em atividade no Brasil. Por isso, os tradutores profissionais estão se rebelando contra a situação. Sentem-se excluídos porque a tabela do Sintra (Sindicato Nacional dos Tradutores) é alta de acordo com as editoras, que querem trabalhar com orçamentos cada vez mais reduzidos. E já que os bons profissionais custam mais e levam mais tempo para entregar o trabalho, a solução encontrada é ignorá-los em benefício de amadores ou arrivistas. Criou-se uma espécie de lúmpen da tradução, que aceita pagamentos mínimos por uma tarefa da qual se safa rapidamente.
O que fazer para melhorar o nível das traduções e não comprometer a ínclita categoria dos tradutores? Não tenho resposta para isso. Talvez fosse útil criar instrumentos mais precisos para controlar a atividade. Mas quem faria isso sem medo de ser chamado de inimigo da liberdade de expressão? Melhor então seria empreender uma caça às bruxas para julgar e banir os maus tradutores do mapa. A desaparição de muitos tradutores preencheria uma lacuna em nossas vidas. A verdade é que a tarefa é mais complicada do que parece, além de exigir o longo prazo. Seria necessário investir com seriedade na formação dos tradutores, com critérios de seleção menos complacentes que rigorosos. Má tradução e a má leitura são farinha do mesmo saco de permissividade cultural em que estamos metidos.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Polémica em torno de Tévez aponta agora culpas para o seu tradutor
A polémica em torno de Carlos Tévez continua. A imprensa britânica noticia que o tradutor que acompanha o internacional argentino em todas as suas intervenções terá traduzido erroneamente as declarações do jogador no final do encontro frente ao Bayern de Munique, no qual, alegadamente, se recusou a entrar em campo.
Personalidades associadas a Tévez têm bombardeado a imprensa britânica de reacções e declarações referentes ao caso que incendiou com polémica o Manchester City.
Kia Joorabchian, agente do jogador, atirou que o responsável do clube encarregue de fazer as traduções em todas as intervenções de Tévez terá interpretado da maneira errada as palavras do argentino.
O Daily Telegraph adianta que o tradutor, o espanhol Pedro Marques, não terá compreendido as declarações de Tévez durante a entrevista logo após o fim da partida frente ao Bayern.
O diário britânico transcreveu, inclusivamente, partes da entrevista para sustentar a sua notícia.
«Não quis aquecer porque não me estava a sentir bem e achei que não seria o melhor. Por isso, achei que não estava em boas condições para entrar, porque a minha cabeça não estava no sítio certo», foi a resposta de Tévez quando o jornalista o questionou sobre a verdade do que se tinha passado.
Ao responder em espanhol, o tradutor apressou-se a traduzir a resposta do argentino para a língua inglesa, onde referiu, apenas: «Apenas não me estava a sentir bem anímica e mentalmente, e esta é a minha opinião».
A tradução, no mínimo, duvidosa, voltou a concretizar-se na pergunta seguinte. O jornalista confrontou Tévez com as palavras de Roberto Mancini, treinador dos ‘citizens’, quando disse que o argentino nunca mais voltaria a jogar no Manchester City sob o seu comando.
O avançado e capitão de equipa respondeu logo a seguir. «São decisões que ele tomou e tenho de concordar. Mas tenho sido profissional até aqui, fui o melhor marcador da equipa na época passado por isso acho que não mereço este tratamento», proferiu, antes de acrescentar: «Sim, quis sair [do clube]. Pedi para sair porque tinha problemas familiares, mas agora a minha família está aqui e estou feliz, mas não tenho o apoio do treinador».
Neste caso, a errónea tradução torna-se mais evidente, principalmente na segunda parte da resposta. «Eu quero sair devido a razões familiares, é a minha opinião, mas vou continuar a tentar fazer o melhor pelo clube», traduziu
Sol
Personalidades associadas a Tévez têm bombardeado a imprensa britânica de reacções e declarações referentes ao caso que incendiou com polémica o Manchester City.
Kia Joorabchian, agente do jogador, atirou que o responsável do clube encarregue de fazer as traduções em todas as intervenções de Tévez terá interpretado da maneira errada as palavras do argentino.
O Daily Telegraph adianta que o tradutor, o espanhol Pedro Marques, não terá compreendido as declarações de Tévez durante a entrevista logo após o fim da partida frente ao Bayern.
O diário britânico transcreveu, inclusivamente, partes da entrevista para sustentar a sua notícia.
«Não quis aquecer porque não me estava a sentir bem e achei que não seria o melhor. Por isso, achei que não estava em boas condições para entrar, porque a minha cabeça não estava no sítio certo», foi a resposta de Tévez quando o jornalista o questionou sobre a verdade do que se tinha passado.
Ao responder em espanhol, o tradutor apressou-se a traduzir a resposta do argentino para a língua inglesa, onde referiu, apenas: «Apenas não me estava a sentir bem anímica e mentalmente, e esta é a minha opinião».
A tradução, no mínimo, duvidosa, voltou a concretizar-se na pergunta seguinte. O jornalista confrontou Tévez com as palavras de Roberto Mancini, treinador dos ‘citizens’, quando disse que o argentino nunca mais voltaria a jogar no Manchester City sob o seu comando.
O avançado e capitão de equipa respondeu logo a seguir. «São decisões que ele tomou e tenho de concordar. Mas tenho sido profissional até aqui, fui o melhor marcador da equipa na época passado por isso acho que não mereço este tratamento», proferiu, antes de acrescentar: «Sim, quis sair [do clube]. Pedi para sair porque tinha problemas familiares, mas agora a minha família está aqui e estou feliz, mas não tenho o apoio do treinador».
Neste caso, a errónea tradução torna-se mais evidente, principalmente na segunda parte da resposta. «Eu quero sair devido a razões familiares, é a minha opinião, mas vou continuar a tentar fazer o melhor pelo clube», traduziu
Sol
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
TVs búlgaras destacam irritação de Dilma com tradutora
A comparação da presidente Dilma Rousseff com seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, e a irritação da brasileira com uma tradutora durante seu discurso foram tema das três principais emissoras de televisão da Bulgária. Ela realiza uma visita oficial de dois dias ao país, em uma viagem que passou anteriormente pela Bélgica.
Um grupo de taxistas se reuniu no saguão de um hotel da capital para assistir às imagens do encontro entre ela e o presidente da Bulgária, Georgi Parvanov. Durante seu pronunciamento, a brasileira ficou visivelmente irritada com a tradutora búlgara, que por diversas vezes interrompia Dilma antes que a presidente terminasse suas frases.
Em alguns momentos, e diante dos olhares dos mais de 80 jornalistas brasileiros e búlgaros que cobriam o discurso, Dilma corrigiu a tradutora quando percebeu que algumas palavras (com som parecido com o latim) não haviam sido traduzidas corretamente. Outra emissora, ao chamar Dilma de "dama de ferro", provocou gargalhadas nos taxistas. O canal ainda frisou o momento em que a tradutora mais a irritou, quando a interrompeu por duas vezes na mesma frase antes que a terminasse. "O olhar penetrante da presidente brasileira certamente deixou a tradutora ainda mais nervosa", afirmou o canal.
Terra notícias
Um grupo de taxistas se reuniu no saguão de um hotel da capital para assistir às imagens do encontro entre ela e o presidente da Bulgária, Georgi Parvanov. Durante seu pronunciamento, a brasileira ficou visivelmente irritada com a tradutora búlgara, que por diversas vezes interrompia Dilma antes que a presidente terminasse suas frases.
Em alguns momentos, e diante dos olhares dos mais de 80 jornalistas brasileiros e búlgaros que cobriam o discurso, Dilma corrigiu a tradutora quando percebeu que algumas palavras (com som parecido com o latim) não haviam sido traduzidas corretamente. Outra emissora, ao chamar Dilma de "dama de ferro", provocou gargalhadas nos taxistas. O canal ainda frisou o momento em que a tradutora mais a irritou, quando a interrompeu por duas vezes na mesma frase antes que a terminasse. "O olhar penetrante da presidente brasileira certamente deixou a tradutora ainda mais nervosa", afirmou o canal.
Terra notícias
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Toronto grocer trial stalls for lack of interpreter
Mandarin translator used by defence not qualified, says judge in shoplifter case
David Chen, seen in November 2009, is charged with assault and forcible confinement. (CBC) The trial of a Toronto grocer charged with assaulting and illegally confining a thief in his store came to a sudden halt Monday because the presiding judge determined the Mandarin interpreter was not up to the required standard.
David Chen and two employees — his cousin and his nephew — are charged with assault and forcible confinement.
The case received national attention when they were arrested in May 2009 after catching a man who had tried to steal from Chen's store in the downtown Chinatown district.
On Monday, shortly after the trial began, Ontario provincial court Judge Ramez Khawly told the court the Chinese interpreter was not qualified.
"His Honour had said there was not a fully accredited Mandarin interpreter in Ontario, which seems to me to be ridiculous, given there is a large Chinese community," said Peter Lindsay, the lawyer representing the three defendants.
"People have a basic right under Section 14 of the Charter [of Rights and Freedoms] to have proper interpretation."
Khawly told the court there are three conditionally accredited Mandarin court interpreters in Ontario but none are in Toronto and none were available Monday.
However later in Monday, the Ontario Ministry of the Attorney General, contradicted that figure and said there are only two conditionally accredited Mandarin interpreters in the province.
Court was told the services of one of those conditionally accredited interpreters has been secured for Wednesday, when the trial is set to continue.
Conditional accreditation is granted to individuals who have taken the province's interpreter exam but did not achieve the mark of 70 per cent required for full accreditation.
"It's disturbing that the judge suggests that a conditionally accredited interpreter should be used when what that means is that that's an interpreter who failed the examination — didn't reach the 70 per cent that is required," provincial NDP justice critic Peter Kormos said outside the courthouse. "That's disturbing in and of itself."
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David Chen, seen in November 2009, is charged with assault and forcible confinement. (CBC) The trial of a Toronto grocer charged with assaulting and illegally confining a thief in his store came to a sudden halt Monday because the presiding judge determined the Mandarin interpreter was not up to the required standard.
David Chen and two employees — his cousin and his nephew — are charged with assault and forcible confinement.
The case received national attention when they were arrested in May 2009 after catching a man who had tried to steal from Chen's store in the downtown Chinatown district.
On Monday, shortly after the trial began, Ontario provincial court Judge Ramez Khawly told the court the Chinese interpreter was not qualified.
"His Honour had said there was not a fully accredited Mandarin interpreter in Ontario, which seems to me to be ridiculous, given there is a large Chinese community," said Peter Lindsay, the lawyer representing the three defendants.
"People have a basic right under Section 14 of the Charter [of Rights and Freedoms] to have proper interpretation."
Khawly told the court there are three conditionally accredited Mandarin court interpreters in Ontario but none are in Toronto and none were available Monday.
However later in Monday, the Ontario Ministry of the Attorney General, contradicted that figure and said there are only two conditionally accredited Mandarin interpreters in the province.
Court was told the services of one of those conditionally accredited interpreters has been secured for Wednesday, when the trial is set to continue.
Conditional accreditation is granted to individuals who have taken the province's interpreter exam but did not achieve the mark of 70 per cent required for full accreditation.
"It's disturbing that the judge suggests that a conditionally accredited interpreter should be used when what that means is that that's an interpreter who failed the examination — didn't reach the 70 per cent that is required," provincial NDP justice critic Peter Kormos said outside the courthouse. "That's disturbing in and of itself."
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Flu tenta inovar e comete gafe
Novo site do tricolor tem tradução automática, que muda nome dos ídolos do clube
O Fluminense lançou nesta terça-feira o novo site do clube e o departamento de marketing do tentou inovar colocando tradução para o inglês. No entanto, acabou cometendo algumas gafes, principalmente com relação ao nome de alguns ídolos do clube.
Jogadores tradicionais como Bigode, Branco, Amoroso e Pintinho, viraram Mustache, White, Loving e Chick viraram Mustache, White, Loving e Chick. Além disso, as posições também sofreram equívocos. Os meias viraram ‘socks’, que significa meias para cobrir os pés. Já o volante Marcão ‘virou’ volante de carro, que em inglês é ‘Wheel’.
Daniel Bastos, vice de marketing do clube, tentou explicar o porquê do erro. Segundo ele, o Fluminense usou o Google tradutor.
“Nós usamos o Google Tradutor, que não é 100% e traduz ao pé da letra. Arriscamos para ter o nosso conteúdo em várias línguas. Para o lançamento do site, não tínhamos tempo nem caixa para tradutores, mas já temos plano de contratar pessoas para traduzi-lo para inglês e espanhol e, mas para a frente, italiano e francês”, disse o dirigente.
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O Fluminense lançou nesta terça-feira o novo site do clube e o departamento de marketing do tentou inovar colocando tradução para o inglês. No entanto, acabou cometendo algumas gafes, principalmente com relação ao nome de alguns ídolos do clube.
Jogadores tradicionais como Bigode, Branco, Amoroso e Pintinho, viraram Mustache, White, Loving e Chick viraram Mustache, White, Loving e Chick. Além disso, as posições também sofreram equívocos. Os meias viraram ‘socks’, que significa meias para cobrir os pés. Já o volante Marcão ‘virou’ volante de carro, que em inglês é ‘Wheel’.
Daniel Bastos, vice de marketing do clube, tentou explicar o porquê do erro. Segundo ele, o Fluminense usou o Google tradutor.
“Nós usamos o Google Tradutor, que não é 100% e traduz ao pé da letra. Arriscamos para ter o nosso conteúdo em várias línguas. Para o lançamento do site, não tínhamos tempo nem caixa para tradutores, mas já temos plano de contratar pessoas para traduzi-lo para inglês e espanhol e, mas para a frente, italiano e francês”, disse o dirigente.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Engano na tradução enfurece Hillary Clinton
A secretária de Estado norte-americana respondia às questões de estudantes, numa visita ao Congo, quando um jovem lhe perguntou por qual a posição do Presidente Obama sobre um assunto nacional. Só que o tradutor trocou os nomes, o que resultou numa pergunta sobre a opinião do presidente Clinton.... Hillary não gostou.
A pergunta dizia respeito a um empréstimo da China ao Congo, assunto sobre o qual o estudante queria saber a opinião do Presidente Obama. Mas um engano do tradutor acabou por irritar Hillary Clinton, já que em vez de traduzir correctamente a questão, trocou o nome do actual Presidente dos EUA com o do antigo presidente Bill Clinton.
"Quer que eu lhe diga o que o meu marido pensa?", interrogou a secretária de Estado norte-americana, incrédula.
"O meu marido não é secretário de Estado. Eu é que sou!", acrescentou, visivelmente irritada.
Só no final da conferência de impresa, Hillary Clinton teve oportunidade de esclarecer a questão com o estudante, que lhe explicou qual a pergunta que queria colocar.
Visão - Leia mais
A pergunta dizia respeito a um empréstimo da China ao Congo, assunto sobre o qual o estudante queria saber a opinião do Presidente Obama. Mas um engano do tradutor acabou por irritar Hillary Clinton, já que em vez de traduzir correctamente a questão, trocou o nome do actual Presidente dos EUA com o do antigo presidente Bill Clinton.
"Quer que eu lhe diga o que o meu marido pensa?", interrogou a secretária de Estado norte-americana, incrédula.
"O meu marido não é secretário de Estado. Eu é que sou!", acrescentou, visivelmente irritada.
Só no final da conferência de impresa, Hillary Clinton teve oportunidade de esclarecer a questão com o estudante, que lhe explicou qual a pergunta que queria colocar.
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