terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Interview with Amanda Galsworthy - President Sarkozy's official interpreter

President Sarkozy's official interpreter Amanda Galsworthy has sat at the top table of international politics for nearly three decades, but her name has hardly ever appeared in print. It is part of her job to know everything, but to tell no one. Amanda Galsworthy has been the official interpreter for three French Presidents, Francois Mitterand, Jacques Chirac and now Nicolas Sarkozy. She talks to Owen Bennett-Jones about some of the extraordinary situations she's found herself in as the President's mouthpiece.

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BBC

Prejuízo para o leitor

Tradutora experiente, Denise Bottmann está no centro do debate sobre o uso indevido de traduções. Ela denunciou casos aos Ministérios Públicos Estaduais de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. São 15 inquéritos sobre traduções com autorias forjadas atualmente disponíveis no mercado brasileiro. Em conversa com o Caderno 3, ela explica como começaram as suspeitas de plágio, além de opinar sobre o papel do Estado e do leitor em meio a essa discussão


O caso mais recente é o da investigação de plágios das traduções de Monteiro Lobato, a cargo do Ministério Público Federal. Há casos que a senhora esteja acompanhando?

Tem alguns inquéritos no Ministério Público Estadual de São Paulo, por iniciativa da tradutora Joana Canedo. A questão não é só do tradutor em si, mas da apropriação de um patrimônio cultural. Canedo entrou com uma grande petição e o Ministério Público Estadual de São Paulo instaurou um inquérito. Uma característica interessante é que uma boa maioria desses problemas acontece com traduções antigas, de textos de 1930 a 1950. Tem ainda um percentual de obras mais recentes envolvendo textos de Portugal.
 
Leia a entrevista
 
Diário do Nordeste

Simultaneous (Conference) Interpretation Seminar at Western Colorado

June 6-10, 2011 in Gunnison, Colorado

Faculty: Dr. James Nolan

Cost: $475 CAPI member, $550 non-CAPI members

For experienced Spanish interpreters

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Jornalista e dramaturgo Millôr Fernandes está internado na Gávea

RIO - O jornalista, dramaturgo e escritor Millôr Fernandes, de 86 anos, está internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio. A família não informou o motivo nem a data da internação.


Aos dez anos de idade vendeu seu primeiro desenho para 'O jornal do Rio de Janeiro' e aos 14, já era colaborador da revista 'O cruzeiro', desempenhando as funções de escritor, tradutor e autor de teatro. Millôr foi um dos fundadores do jornal 'O Pasquim' no final da década de 60.

O jornalista foi um dos principais tradutores de obras, que na maioria eram peças de teatro, de clássicos como Sófocles, Shakespeare, Molière, Brecht e Tennessee Williams.

Atualmente, ele mantém um site pessoal em que escreve textos de humor e cartuns

Jornal do Brasil

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Livro de Freud ganha tradução segura

Durante décadas, o público leitor brasileiro foi obrigado a conviver com péssimas traduções dos textos de Sigmund Freud (1856-1939), um dos pensadores mais decisivos do século 20.


Agora, com a disponibilização da obra freudiana para o domínio público, a Companhia das Letras oferece uma tradução segura das obras completas, feita por um tradutor que já havia mostrado sua competência com textos de Nietzsche (1844-1900) e Brecht (1898-1956), Paulo César de Souza.

O novo volume da coleção traz, além das “Novas Conferências Introdutórias à Psicanálise”, o fundamental “O Mal-Estar na Civilização”.

Não seria exagero dizer que este é certamente um dos textos mais influentes da contemporaneidade.

Sua maneira de descrever as patologias do processo civilizatório e o preço que pagamos para socializar nossas pulsões e desejos encontrou eco profundo na maneira de compreendermos a estrutura de nossas formas de vida.

Isto demonstra que, independentemente do fato de acreditarmos ou não na psicanálise como prática clínica, boa parte dos esquemas de autocompreensão das sociedades ocidentais são profundamente marcados por uma cultura psicanalítica.

Se nos perguntarmos sobre a razão para tamanha influência, talvez a melhor resposta seria: com a noção de “mal-estar”, Freud nomeou uma modalidade de sofrimento social que parece assombrar a modernidade.

SOFRIMENTO

Duas ideias aqui são importantes. Primeiro, a noção de que aquilo que chamamos de “sofrimento psíquico” está profundamente vinculado ao impacto, em nossas vidas, dos imperativos da vida social. Daí a ideia de que todo sofrimento psíquico é um modo de expor experiências sociais malogradas.

Segundo, através da análise deste mal-estar, Freud demonstrou que o verdadeiro risco da civilização ocidental não vem de fora.

Na verdade, seu maior inimigo é ela mesma. Como dirá Walter Benjamin (1892-1940), profundamente inspirado por Freud: “Todo documento de civilização é um documento de barbárie”.

Isto significa, entre outras coisas, que o próprio processo de formação das individualidades impõe cisões (entre, por exemplo, pulsões e vontade racional), petrifica comportamentos, cria expectativas de reparação (através da constituição de figuras fantasmáticas de autoridade) que explicam boa parte do comportamento regressivo que, periodicamente, submerge nossas sociedades.

No entanto, o ensinamento de Freud nunca foi abandonar a civilização em prol de alguma moral naturalista.

Ele nos ensinou, na verdade, a tentar manejar uma dialética complicada onde o que é perdido inicialmente pelo processo civilizatório deve ser posteriormente reintegrado em um novo patamar.

Isto impõe uma desconfiança prudente a respeito de nossos próprios valores, uma necessidade de fazer coisas que sabemos que, posteriormente, deverão ser feitas de outra forma.

Assim, Freud será sempre aquele que nos lembrou que nosso “mal-estar” diante da civilização é talvez nosso sentimento mais verdadeiro.
 
Diário do Pará

Literatura: Sophia e os desafios da tradução

Lisboa, 28 jan (Lusa) – Os desafios colocados pela tradução da aparentemente simples poesia de Sophia e aqueles que se lhe colocaram ao traduzir “Hamlet”, de Shakespeare, foram um dos temas abordados hoje no Colóquio Internacional dedicado à poeta.


A abrir o segundo e último dia do colóquio que decorre na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a intervenção do tradutor norte-americano de Sophia (1919-2004), Alexis Levitin, que a descreveu como a poeta da “nitidez” e falou da dificuldade de traduzi-la com transparência, da procura da palavra exata – que era uma busca com que a própria Sophia também se confrontava ao escrever – para não escamotear o sentido, da métrica e da música, às vezes até de “uma rima para conseguir uma forma justa”.

A professora universitária Teresa Amado - uma das comissárias da exposição sobre a vida e obra de Sophia organizada com materiais do espólio, doado pelos cinco filhos da poeta à Biblioteca Nacional, onde estará patente até 30 de abril – abordou um aspeto talvez menos conhecido do trabalho da escritora: a tradução que esta fez do “Hamlet”, de William Shakespeare, “feita e repetidamente revista ao longo de um vasto período”.

Na sua comunicação, intitulada “Traduzir com música e paixão”, Teresa Amado leu reflexões da própria Sophia sobre a tradução, que ela classificava como “uma empresa que só pode deixar insatisfeito quem a ela se aventurou”.

Sophia queixava-se da “impossibilidade de traduzir a aura específica da escrita shakespeariana, o seu brilho obscuro” e, referindo-se em concreto a “Hamlet”, escreveu ainda: “É o mundo mais desesperado e mais sinistro de toda a literatura”.

“O local fulcral em que Sophia encontra Shakespeare é na poesia”, defendeu a professora, apresentando vários exemplos de versos ainda de “Hamlet” em que ela conseguiu encontrar as tais palavras exatas, embora a forma nem sempre obedecesse ao original.

Apontou ainda três casos em que, ao traduzir, Sophia citou Camões: duas citações literais e uma musical.

Em seguida, foi a vez de Michel Chandeigne, tradutor de Sophia para francês, fundador da Livraria Portuguesa e Brasileira de Paris e das Edições Chandeigne, principalmente dedicadas ao universo lusófono, falar de “Sophia em França”, cuja obra foi sempre muito bem recebida desde que começou a ser aí publicada, em 1980, pelas edições La Différence, dirigidas por Joaquim Vital, que classificou como “o grande artesão da sua divulgação”, responsável pelo facto de Sophia “ter hoje encontrado o seu público francófono”.

O primeiro Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner Andresen, promovido por Maria Andresen de Sousa Tavares, filha da poeta e ela própria poeta, em colaboração com o Centro Nacional de Cultura, que reuniu durante dois dias em Lisboa cerca de 40 investigadores, poetas e ensaístas portugueses e estrangeiros, termina hoje ao fim da tarde com uma mesa-redonda de poetas moderada por outro dos filhos de Sophia, Miguel Sousa Tavares.

Nela participarão Ana Luísa Amaral, António Osório, Armando Silva Carvalho, Gastão Cruz, Luís Quintais e Nuno Júdice.

No final da sessão, será ainda apresentado o número de janeiro da revista Colóquio/Letras, da Gulbenkian, que é parcialmente dedicado a Sophia.

Lusa